
Texto por: Flaviana Mantovani Neto
Sou a Flaviana, casada, tenho dois filhos, moro em Santos há 27 anos, embora nunca tenha perdido o sotaque caipira de Tatuí, onde cresci.
Isto é o que carrego em minha mochila profissional: formada em biomedicina pela UNESP, 2 anos de experiência internacional em estudos pré-clínicos na Suíça, mestrado que resultou na primeira publicação na área de pesquisa clínica no Brasil no GCP Journal e 3 décadas de atuação na pesquisa clínica, entre farma e CRO, com foco predominante em oncologia.
Infelizmente, minha mochila pessoal se entrelaçou com minha trajetória profissional por conta do histórico familiar e tantos casos de câncer no núcleo mais próximo da família: as duas avós, todos os tios, meus 3 irmãos e, fechando o “combo”, meu pai.
Quando o câncer chega a uma casa, ele não afeta só o paciente. As crianças percebem tudo e concluem que o silêncio gerava mais medo do que a informação bem explicada.
Na época do diagnóstico de uma de minhas irmãs, procurei um livro para presentear minha sobrinha de 12 anos e não encontrei nada adequado à idade, nem com linguagem acessível. Vi uma lacuna clara na literatura brasileira.
À medida que explicava, fazia “esqueminhas” e desenhava para ela, percebia que ela ficava mais segura. Conseguia reduzir, mesmo que parcialmente, seus medos e ansiedade.
E foi por conta desta pergunta que transformei uma vivência em projeto, um cuidado individual ao coletivo: se isso ajudava tanto uma criança, por que não ajudar tantas outras?
Sem jamais ter pensado em escrever um livro ou imaginar a proporção que o projeto tomaria, vi-me fazendo curso de escrita infantojuvenil, buscando a ilustradora ideal, o revisor científico, editora, gráfica, etc.
Foram muitas versões até chegar a um texto simples, verdadeiro, informativo e acolhedor, sem perder rigor e sem assustar. O maior de todos os desafios, sem dúvida alguma, foi simplificar sem perder a essência.
Neste livro, um tema complexo foi traduzido em linguagem leve e acessível. Eu o vejo como uma ferramenta valiosa que facilita o diálogo para quem deseja abordar o assunto com empatia e cuidado, já que juntas, tia e sobrinha de 12 anos, falam sobre seus medos, esperanças e o poder da informação.
O projeto nasceu com um propósito muito claro. Não tem fins lucrativos. Toda renda é revertida em doações. Já são mais de 800 exemplares doados, impactando inúmeras famílias pelo Brasil e mundo afora: alguns exemplares já circulam pelos Estados Unidos, Espanha, Alemanha e Suíça.
Como todo projeto sem fins lucrativos, este não avança sozinho…
Como você, sua empresa ou sua instituição podem contribuir:
• Patrocínio de tiragens: distribuição livre (seu logotipo impresso nos livros);
• Aquisição de exemplares: distribuição na própria instituição, eventos, cursos, congressos e iniciativas relacionadas;
• Divulgação com exemplar único: redes sociais, eventos de qualquer tema, campeonatos, congressos, cursos, sorteios;
• Doações: a núcleos de apoio ao paciente com câncer, pessoais para presentear amigos e familiares ou contribuição para sustentação do projeto.
Buscamos parcerias que queiram abraçar esta causa por acreditarem que informar também é cuidar e apoiar é transformar impacto em realidade.



