Texto por: Caroline Manzan
Temos pressa. É urgente. Isso é prioridade. Mudou a prioridade. Faz primeiro isso. É importante. Está atrasado. Perdemos o prazo. Olha o prazo. Ufa! Respira. Ouve o “plin” do e-mail que chegou. Sobe a notificação. E outra. E mais uma notificação. Chegou a entrega do almoço. Abre na mesa porque tem uma reunião ao meio-dia. Pede desculpas por estar com a câmera fechada por estar almoçando. Plin, plin, plin.
Doze meses se foram. Pare. Agora respira de verdade. Fecha os olhos. Sente o pulmão se encher de ar e logo depois se esvaziar.
O sol se põe. Os animais se aninham. As árvores já não fazem fotossíntese. Queria ouvir as cigarras e sentir o perfume da dama da noite. Mas em meio à selva de pedra iluminada e embalada por “plins” que não conhecem os fusos horários, fica bem desafiador.
Vejo as pessoas ao meu redor que correm para fazer ainda o que dá nesse ano. Mas talvez seja o momento de aquietar e escolher o que ainda realmente faz diferença para 2025 ou o que deve ficar para 2026. Ou ainda o que deve ser descartado. Talvez existam coisas que não façam mais sentido.
É tempo de descansar e de contemplar o que foi feito em 2025. Não falta nada. Acredite.
Faça uma lista, mental que seja, do que foi feito esse ano. Seja você empresa ou pessoa. O que foi feito? O que foi aprendido? Contemple.
É a materialização da sua energia e da energia da sua equipe.
Observando a natureza, sabemos que há tempo de fazer e há tempo de aquietar. Há tempo de plantar e há tempo de colher. E há tempo de contemplar.
Essa energia da contemplação nos dá esperança de um próximo ano ainda melhor. Traz esperança e inspiração.
E precisamos de inspiração na pesquisa clínica para que continuemos fazendo o nosso trabalho com amor, ética e qualidade. Para que o paciente seja sempre protegido.
E esse amor pela pesquisa clínica sai em forma de expiração e impacta a saúde do mundo todo.
Inspire… expire… Feliz 2026!



